
Antes de tudo, uma fogueira. Antes de qualquer santo, uma chama. As festas juninas que o Brasil conhece como sua chegaram pelo mar —
trazidas pelos portugueses no século XVI, transformadas pelo encontro com as culturas indígena e africana do Nordeste.
De Lá e De Cá é uma exposição que traça essa travessia. Do manjerico nas janelas do Porto às bandeirinhas coloridas do sertão. Das rusgas dos bairros portuenses ao forró pernambucano. De Portugal ao Brasil — e de volta.
Inaugurada no Porto em 2025 e agora em Recife, no Paço do Frevo, a exposição ocupa dois andares de imagens, sons, objetos e histórias que mostram como dois povos, separados pelo Atlântico, celebram junho da mesma maneira — sem o saber.

Antes de qualquer santo, havia o fogo. O percurso começa pelas origens pagãs das festas de junho na Europa — os rituais do solstício de verão que a Igreja Católica transformou em devoção aos Santos Populares.

Junho no Porto tem cheiro, cor e barulho próprios. O manjerico, os martelinhos, as sardinhas, as rusgas e as cascatas — cada tradição contada com imagens, objetos e histórias.

A festa que veio de lá virou uma celebração única — mais quente, mais nossa. O forró, a quadrilha, as bandeirinhas, a comida de milho e os personagens do sertão ganham vida no segundo andar.

Uma versão digital com as informações e fotografias da exposição "De lá e de cá- uma viagem pelas tradições juninas de Portugal e do Brasil"

Nas ruas do Porto, em junho, descobri que a festa que eu pensava ser tão nossa tinha raízes profundas em solo português. Os balões, as fogueiras, os santos populares — tudo aquilo que o Brasil transformou em arraial, em forró, em bandeirinhas coloridas, tinha vindo daqui. Essa revelação me inquietou e me encantou ao mesmo tempo. E virou exposição.
De Lá e De Cá nasceu no Porto, no São João de 2025, como uma celebração entre dois mundos que o Instituto Pernambuco Porto Brasil sempre pertenceu.
Uma exposição que investigou as raízes comuns das festas juninas de Portugal e do Brasil — e descobriu que o Atlântico nunca foi barreira suficiente para separar dois povos que celebram junho com a mesma intensidade.
Do manjerico ao milho assado, das rusgas ao forró, das sardinhas às bandeirinhas — as tradições dos dois lados do oceano revelam mais semelhanças do que diferenças. A festa mudou de nome, de ritmo e de sabor. Mas a chama é a mesma.
Agora, essa travessia chega ao seu destino . Através do Instituto — uma instituição cuja essência é ser ponte entre Brasil e Portugal — o projeto atravessa o oceano e se instala em Pernambuco, no Paço do Frevo, no mês mais celebrado do ano.
Germana Soares
Imagine um lugar no Porto onde o Brasil entra pela porta sem precisar de passaporte. Um espaço onde a cultura pernambucana dialoga com a portuguesa, onde estudantes, artistas, pesquisadores e curiosos dos dois lados do Atlântico se encontram e trocam. Esse lugar existe — e fica na Rua das Estrelas, no Porto.
Fundado em 1996, o Instituto Pernambuco Porto Brasil nasceu da convicção de que Brasil e Portugal têm muito mais a descobrir um sobre o outro. Desde então, tem sido palco de exposições, eventos culturais, intercâmbios acadêmicos e projetos que aproximam os dois povos. De Lá e De Cá é mais um capítulo dessa história — uma exposição que só poderia ter nascido aqui, numa casa que tem a ponte como razão de existir

Curadoria:
Germana Soares
Pesquisa
Fernanda Vieira e Cristiana Gonçalves
Gerencia de projeto:
Kalinka Sarafim
Projeto gráfico e identidade visual:
Leo Sousa
Designer:
Elvis Medeiros
Coordenação Tecnica:
Regina Alves
Cenografia:
Cleiton Cavalcanti
VL Decor Ltda
Roberto José Alves Da Silva
Audiovisual
Omega produções
Impressão:
Bureau de imagens
Factory gráfica
Fotos:
Germana Soares
Suann Medeiros
Agora Porto
Stockphotos
Serviço de Interpretação e Tradução em Libras:
Jael Engrácia da Silva
Acervo
Instituto Pernambuco Porto Brasil
Agradecimentos
Zeferino Ferreira Da Costa
Zeferino Carvalho Ferreira Da Costa
Moisés Carvalho Ferreira Da Costa
Milu Megale
Luciana Félix
Guilherme Ferreira Da Costa
Andréa Chaves Guerra
Rinaldo De Oliveira Souza
Andréa Chaves Guerra
Jorge Santos
Marina Buarque
Vale do Ave
Esperamos por vocês na nossa viagem junina,
segunda | Encerrado | |
terça | 10:00 – 17:30 | |
quarta | 10:00 – 17:30 | |
quinta | 10:00 – 17:30 | |
sexta | 10:00 – 17:30 | |
sábado | 11:00 – 18:30 | |
domingo | 11:00 – 18:30 |
Bilhetes: R$10 inteira / R$5 meia entrada (maiores de 60 anos, estudantes, professores, PCDs.)
Terça-feira Acesso gratuito.